Donzela Aninhas:
Sugiro-vos que nos correspondamos à moda antiga. Se me facultardes vosso endereço postal escrever-vos -ei tempestuosas cartas de amor, tão cuidadas quanto a vossa pulcritude que se vislumbrou em tempos diante de meus olhos.
Sei que vossa bondade não lhe autorizará outra resposta, que não a afirmação do seu desejo em combater as agruras da distância, bebendo forças na integridade das minhas palavras, reflexo exacto da grandeza de vosso olhar, que em mim incendiou esta chama a que só a pena e o papel poderão valer nas horas de maior sofreguidão.
Sugiro, não peço, pois a nobreza do meu sentimento iguala a integridade dos meus actos, que espero irem de encontro a vossos séquitos.
É sonho meu, eu sei, mas espero que este meu cortejo satisfaça as vossas mais almejadas quimeras.
Se a sugestão que vos apresentei constituir apenas uma vontade minha, asseguro-lhe que da próxima serei mais leviano, no entanto menos eu.
É com dor profunda que imagino o olhar alheio aposto em vosso rosto.
Espero que me queirais ler tanto quanto eu vos quero escrever.
Um amável gesto de despedida em substituição do abraço terno com que lhe envolveria o busto, caso a descobrisse em terras lusitanas.
Monday, March 13, 2006
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